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Liberdade e desejo.

Liberdade é o direito de agir conforme a própria vontade! Será? Talvez esse seja um conceito utópico, pois facilmente questionável. Afinal, nós somos condicionados pelos exemplos de nossos pais, pelo ensino dos nossos professores, pelas amizades que fazemos, pelos filmes, livros e por todo um mundo virtual que cria em nós demandas e expectativas. Talvez... não sejamos tão livres! E essa é uma excelente discussão, mas não cabe aqui neste momento. Quero trazer aqui algo mais simples, a relação entre a liberdade e o desejo.


Estamos acostumados a afirmar que nós somos livres quando fazemos o que queremos. Crianças dizem querer liberdade para jantar um pote inteiro de sorvete com calda. Adolescentes pedem liberdade para abandonar a escola. Jovens delinquentes pedem liberdade para continuar seus atos de depredação e perturbação. Em situações como essas, podemos ligar o fato de ser livre à manifestação de um desejo, muitas vezes exacerbado e inconsequente.


A satisfação de um desejo sem a devida análise de suas consequências é, na verdade, a obediência cega às demandas físicas ou psíquicas que visam à obtenção de prazer. Nesse caso, livre seria o dependente químico, o compulsivo por sexo, o que come até passar mal, ou o agressor que não consegue se conter diante da fragilidade do outro. Liberdade é o oposto disso!


Liberdade é a capacidade de limitar a si mesmo, de perceber aquilo que se deseja e, ao mesmo tempo, o prejuízo de se realizar o que é desejado. Livre é quem consegue enxergar as próprias fraquezas e negar a si mesmo, e, a partir dessa negação, tomar decisões sobre o rumo da própria vida. Decisões em favor da vida, do crescimento, da proteção e da felicidade, que nada tem a ver com excesso de satisfações carnais. Quer ser livre? Então... aprenda a dominar os próprios desejos e dizer não para si mesmo.



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